Vai ser difícil - mas não impossível - ele continuar dizendo que não sabia. O sujeito deu detalhes. Contou onde se reuniu com José Dirceu e Delúbio Soares, no interior do Palácio do Planalto. Relembrou a escadaria que subiu para encontrar com o então presidente; o tempo (exatos três minutos) que ficou na mais importante sala da República. Não teve dúvidas em afirmar que 'ele' deu o "ok", pessoalmente, ao esquema de assalto aos cofres públicos.
E mais: revelou que parte do dinheiro roubado da Nação foi usado para pagar despesas pessoais do 'cara', duas vezes. Na primeira, algo em torno de R$ 100 mil, uma belíssima quantia, considerando-se a época, começo de 2003.
Afirmou que os valores foram depositados na conta da empresa do ex-assessor da Presidência, Freud Godoy, personagem intimamente ligado a outro escândalo, o dos 'aloprados', a turma que tentou comprar dossiês falsos sobre oposicionistas. Tudo sacramentado, juramentado, em depoimento formal à Polícia Federal.
Estou falando, é claro, das declarações do empresário mineiro Marcos Valério, que incriminam definitivamente o ex-presidente Lula, o grande beneficiário do maior escândalo da nossa história recente. Algo que se adivinhava, e que agora toma forma definitiva, revelada pelo jornal O Estado de São Paulo.
E as acusações vão além, muito além. Revelam o lado ainda mais sombrio desse esquema de poder que assaltou a Nação. O publicitário condenado a 40 anos de prisão disse, com todas as letras, que foi ameaçado de morte por Paulo Okamoto, atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente: "Se abrisse a boca, morreria".
Marcos Valério vinha ameaçando contar tudo sobre o esquema montado por Lula e seus asseclas há algum tempo. Desde que começou a ver seus negócios desabarem. A condenação foi a gota d'água que faltava. É evidente que o operados do Mensalão é um 'pote de mágoas'. Se não estivesse desesperado, vingativo mesmo, certamente ficaria calado. Quadrilheiros agem assim. É só dar uma passada pelas histórias de grande mafiosos denunciados por comparsas que se sentiram traídos ou ameaçados, a partir de um determinado momento.
Essa é a lei do submundo do crime, por onde vêm trafegando com desenvoltura as mais destacadas lideranças do PT.
PS: Vejam o nível da 'defesa' esboçada por alguns luminares dessa Era Lula, ouvidos por O Globo. O deputado federal paulista Cândido Vaccarezza não se envergonhou de dizer que, se houvesse realmente uma denúncia contra o ex-presidente petista, Marcos Valério deveria tê-la feito antes da condenação. Outro deputado federal, Devanir Ribeiro (PT-SP), amigo pessoal do ex-presidente, segue a mesma toada: "Por que ele falou apenas agora? Por que ele não falou na época? Isso não procede e não nos atinge em nada. É desespero". Como se eles não soubessem as razões do silêncio. O ex-presidente, refugiado em Paris, para escapar da repercussão do indiciamento de sua ex-chefe de Gabinete e companheira de viagens, Rosemary Nóvoa, preferiu não falar.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Na cadeia e cassados
O ministro Marco Aurélio Melo, ao que tudo indica, sepultou as esperanças dos deputados quadrilheiros João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) de - quem sabe? - serem perdoados pelos colegas. Votou pelo direito de o Supremo Tribunal Federal decidir pelo impedimento dos três, já com condenação transitada em julgado pelo colegiado.
Por enquanto, há um empate em quatro a quatro. Como sempre, o revisor Ricardo Lewandowski e seu fiel escudeiro Dias Toffoli votaram a favor dos bandidos. Tiveram, como quase sempre, o apoio emocional da ministra Rosa Webber e o acompanhamento meio envergonhado de Carmem Lúcia. Falta apenas o voto do ministro Celso de Mello, que deve ser ainda mais rígido e incisivo do que o foram Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio.
Nas intervenções realizadas ao longo do dia, o decano do STF mostrou que está plenamente convencido do papel da nossa mais alta Corte. Ainda bem. Deixar uma decisão desse porte nas mãos da Câmara presidida pelo petista gaúcho Marco Maia seria uma temeridade.
O PT, e isso não é novidade alguma, defende a tese de que o julgamento dos quadriheiros que assaltaram os cofres públicos durante o Governo Lula - no episódio que ficou conhecido como Mensalão - é fruto de perseguição das elites e da imprensa. Como a base governamental - formada por petistas e seus comparsas - é maioria, não seria de estranhar que votasse a favor dos bandoleiros, criando um impasse institucional.
Poderíamos ter a excrescência de conviver com criminosos condenados à cadeia exercendo seus mandatos. Não é exagero pensar nessa hipótese. Aberrações semelhantes ocorrem no primeiríssimo escalão, que abriga acusados de comportamento, no mínimo, discutível, como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, aquele que recebeu R$ 2 milhões por palestras que jamais proferiu.
Por enquanto, há um empate em quatro a quatro. Como sempre, o revisor Ricardo Lewandowski e seu fiel escudeiro Dias Toffoli votaram a favor dos bandidos. Tiveram, como quase sempre, o apoio emocional da ministra Rosa Webber e o acompanhamento meio envergonhado de Carmem Lúcia. Falta apenas o voto do ministro Celso de Mello, que deve ser ainda mais rígido e incisivo do que o foram Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio.
Nas intervenções realizadas ao longo do dia, o decano do STF mostrou que está plenamente convencido do papel da nossa mais alta Corte. Ainda bem. Deixar uma decisão desse porte nas mãos da Câmara presidida pelo petista gaúcho Marco Maia seria uma temeridade.
O PT, e isso não é novidade alguma, defende a tese de que o julgamento dos quadriheiros que assaltaram os cofres públicos durante o Governo Lula - no episódio que ficou conhecido como Mensalão - é fruto de perseguição das elites e da imprensa. Como a base governamental - formada por petistas e seus comparsas - é maioria, não seria de estranhar que votasse a favor dos bandoleiros, criando um impasse institucional.
Poderíamos ter a excrescência de conviver com criminosos condenados à cadeia exercendo seus mandatos. Não é exagero pensar nessa hipótese. Aberrações semelhantes ocorrem no primeiríssimo escalão, que abriga acusados de comportamento, no mínimo, discutível, como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, aquele que recebeu R$ 2 milhões por palestras que jamais proferiu.
Câmara defende seus bandoleiros
É inaceitável que nossos representantes no Congresso lutem para preservar o mandato de um grupo de bandoleiros condenados por uma penca de crimes. E não entro, sequer, no mérito, na discussão acadêmica sobre a essência de artigos da Constituição. Em primeiro lugar, porque a interpretação e defesa legal da Carta Magna cabe ao Supremo Tribunal Federal.
Ficamos sabendo, hoje, que a Câmara, em especial, está determinada a enfrentar o STF e desrespeitar não apenas a provável decisão de cassar os mandatos dos três quadrilheiros ainda em exercício - João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) - e evitar que o ex-presidente do PT José Genoino (SP), asuma o mandato em janeiro, como primeiro suplente da legenda. A direção dessa Casa que envergonha o país seguidamente - pela maioria absoluta de seus membros -, também pretende evitar que esses criminosos sejam presos.
Contumaz na promoção de escândalos, de defesa intransigente de benefícios pessoais, de conivência com personagens deletérios e acobertamento de pilantragens, a Câmara ameaça desmoralizar-se e desmoralizar o Poder Legislativo ainda mais. Ou nossos deputados acreditam que têm mais credibilidade que o STF? Não têm. Políticos em geral são vistos com enormes reservas pela população, que os vincula a vigarices, vagabundagem, enriquecimento despropositado.
Por trás da alegada 'defesa da Constituição', no entanto, existe a determinação do partido hegemônico e de seus satélites mais ou menos brilhantes confrontarem o Supremo, em retaliação à condenação, principalmente, dos quadrilheiros petistas. Além, é claro, de legislarem em causa própria.
Mandatos populares não podem ser usados como gazuas para abrir portas de cadeia. Ao contrário. As punições a congressistas degenerados deveriam ser exarcebadas, em função da relevância da função que exercem. A presença de bandoleiros num espaço fundamental à Democracia deveria ser repudiada, no primeiro minuto, pelos próprios congressistas.
Tivemos, recentemente, um exemplo digno de aplausos: a cassação do ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Sua presença no Senado seria inconcebível, um atentado à honra da Nação.
Ficamos sabendo, hoje, que a Câmara, em especial, está determinada a enfrentar o STF e desrespeitar não apenas a provável decisão de cassar os mandatos dos três quadrilheiros ainda em exercício - João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) - e evitar que o ex-presidente do PT José Genoino (SP), asuma o mandato em janeiro, como primeiro suplente da legenda. A direção dessa Casa que envergonha o país seguidamente - pela maioria absoluta de seus membros -, também pretende evitar que esses criminosos sejam presos.
Contumaz na promoção de escândalos, de defesa intransigente de benefícios pessoais, de conivência com personagens deletérios e acobertamento de pilantragens, a Câmara ameaça desmoralizar-se e desmoralizar o Poder Legislativo ainda mais. Ou nossos deputados acreditam que têm mais credibilidade que o STF? Não têm. Políticos em geral são vistos com enormes reservas pela população, que os vincula a vigarices, vagabundagem, enriquecimento despropositado.
Por trás da alegada 'defesa da Constituição', no entanto, existe a determinação do partido hegemônico e de seus satélites mais ou menos brilhantes confrontarem o Supremo, em retaliação à condenação, principalmente, dos quadrilheiros petistas. Além, é claro, de legislarem em causa própria.
Mandatos populares não podem ser usados como gazuas para abrir portas de cadeia. Ao contrário. As punições a congressistas degenerados deveriam ser exarcebadas, em função da relevância da função que exercem. A presença de bandoleiros num espaço fundamental à Democracia deveria ser repudiada, no primeiro minuto, pelos próprios congressistas.
Tivemos, recentemente, um exemplo digno de aplausos: a cassação do ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Sua presença no Senado seria inconcebível, um atentado à honra da Nação.
domingo, 9 de dezembro de 2012
A morte como bênção
O mais recente escândalo dessa lamentável Era Lula serviu para, entre outras coisas, reafirmar o alto grau de solidariedade com corruptos e corruptores que existe e prevalece no 'seio' do governo, especialmente quando eles fazem parte do círculo íntimo do poder. Vocês já se deram conta que não houve uma voz, sequer, que ousasse condenar, de fato, o comportamento da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, indiciada, também, por formação de quadrilha?
Nada aconteceu, além do afastamento do cargo, medida que se impunha inexoravelmente. Seria impossível, mesmo nesse governo, que a ex-secretária do ex-presidente Lula, Rosemary Nóvoa, fosse mantida no cargo. Oficialmente, não há críticas, ressalvas. Os porta-vozes oficiais limitaram-se a minimizar o papel não só de Rosemary, mas dos demais quadrilheiros, classificados como de terceiro escalão. Foi assim com os sete ministros da presidente Dilma que caíram, acusados de corrupção.
O PT, que esteve reunido em Brasília, sobrevoou o assunto. O ex-presidente, responsável pela projeção da ex-secretária e dos demais envolvidos, não abriu a boca para tratar do assunto, exceto quando acusou a tal nova punhalada nas costas, como de hábito. Providencialmente, mantém-se longe do país, cercado de aparatos de segurança que impedem a aproximação de repórteres. Como se fosse uma girafa, ele não fala. Logo ele, tão loquaz, língua solta para atacar reputações e histórias.
Soterrada por mais essa demonstração de desastre moral, a companheirada se agarra a qualquer fato que possa desviar as atenções da sordidez que envolve o comando do país nesses últimos dez anos. A morte de Oscar Niemeyer - nesse sentido - foi uma bênção. Durante alguns dias não se falou de outro fato. Bandoleiros de todos os níveis lançaram-se nas alças do caixão, tantando pegar carona no sentimento popular. Foi como se bradassem: "Estão vendo? Ele era um dos nossos!".
O problema é essa 'imprensa golpista', que, passado o luto, voltou suas lentes novamente para as pilantragens oficiais. O Globo, por exemplo, publicou foto de Rosemary ao lado de José Dirceu e da namorada, em uma praia baiana. Foto recentíssima, obtida alguns dias antes de o escândalo explodir. E outras fotos e histórias surgirão, como surgiram no caso do Mensalão do Governo Lula.
A própria Rosemary é uma bomba que pode estourar a qualquer momento. Basta, eventualmente, que ela se dê conta do tempo que seu ex-chefe José Dirceu vai passar na cadeia. Basta que ela se imagine de uniforme laranja, com direito a uma hora de sol por dia.
Nada aconteceu, além do afastamento do cargo, medida que se impunha inexoravelmente. Seria impossível, mesmo nesse governo, que a ex-secretária do ex-presidente Lula, Rosemary Nóvoa, fosse mantida no cargo. Oficialmente, não há críticas, ressalvas. Os porta-vozes oficiais limitaram-se a minimizar o papel não só de Rosemary, mas dos demais quadrilheiros, classificados como de terceiro escalão. Foi assim com os sete ministros da presidente Dilma que caíram, acusados de corrupção.
O PT, que esteve reunido em Brasília, sobrevoou o assunto. O ex-presidente, responsável pela projeção da ex-secretária e dos demais envolvidos, não abriu a boca para tratar do assunto, exceto quando acusou a tal nova punhalada nas costas, como de hábito. Providencialmente, mantém-se longe do país, cercado de aparatos de segurança que impedem a aproximação de repórteres. Como se fosse uma girafa, ele não fala. Logo ele, tão loquaz, língua solta para atacar reputações e histórias.
Soterrada por mais essa demonstração de desastre moral, a companheirada se agarra a qualquer fato que possa desviar as atenções da sordidez que envolve o comando do país nesses últimos dez anos. A morte de Oscar Niemeyer - nesse sentido - foi uma bênção. Durante alguns dias não se falou de outro fato. Bandoleiros de todos os níveis lançaram-se nas alças do caixão, tantando pegar carona no sentimento popular. Foi como se bradassem: "Estão vendo? Ele era um dos nossos!".
O problema é essa 'imprensa golpista', que, passado o luto, voltou suas lentes novamente para as pilantragens oficiais. O Globo, por exemplo, publicou foto de Rosemary ao lado de José Dirceu e da namorada, em uma praia baiana. Foto recentíssima, obtida alguns dias antes de o escândalo explodir. E outras fotos e histórias surgirão, como surgiram no caso do Mensalão do Governo Lula.
A própria Rosemary é uma bomba que pode estourar a qualquer momento. Basta, eventualmente, que ela se dê conta do tempo que seu ex-chefe José Dirceu vai passar na cadeia. Basta que ela se imagine de uniforme laranja, com direito a uma hora de sol por dia.
sábado, 8 de dezembro de 2012
PT quer ajudar nas multas dos mensaleiros. Cuidado com o seu bolso!
Fiquei extremamente preocupado com a notícia que li, há uns 15 minutos, no Estadão. Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores, o naftalínico Rui Falcão, a companheirada (ele não usou esse expressão) deve se organizar para ajudar os quadrilheiros (também não usou esse adjetivo) condenados no processo do Mensalão a pagar as multas aplicadas pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.
Aí vem coisa. Se até agora, sem estímulos tão diretos, a roubalheira correu solta (os assaltantes dos cofres públicos ainda não estão na cadeia), podemos imaginar o que virá, com a desculpa de arrecadar algum em nome da nova causa. Ouso prever - e os fatos registrados nos últimos dez anos me autorizam a isso - uma corrida desenfreada às contas da União, ajustes de contratos, aditivos, financiamento de ONGs amigas. Enfim: tudo aquilo que vem acontecendo nessa inacreditável Era Lula.
Basta lembrar a desfaçatez dos mensaleiros, aloprados, cuequeiros e afilhados da ex-chefe de gabinete da Presidência da República na ataque à bolsa da 'viúva'. Com a exortação de 'ajudar' os pobres bandoleiros espoliados por esse 'tribunal direitista', manipulado por uma imprensa 'marronzista', podemos prever um tsunami de investidas contra o erário público. Temo que não haja um número suficiente de empreiteiros de obras públicas para achacar.
Aí vem coisa. Se até agora, sem estímulos tão diretos, a roubalheira correu solta (os assaltantes dos cofres públicos ainda não estão na cadeia), podemos imaginar o que virá, com a desculpa de arrecadar algum em nome da nova causa. Ouso prever - e os fatos registrados nos últimos dez anos me autorizam a isso - uma corrida desenfreada às contas da União, ajustes de contratos, aditivos, financiamento de ONGs amigas. Enfim: tudo aquilo que vem acontecendo nessa inacreditável Era Lula.
Basta lembrar a desfaçatez dos mensaleiros, aloprados, cuequeiros e afilhados da ex-chefe de gabinete da Presidência da República na ataque à bolsa da 'viúva'. Com a exortação de 'ajudar' os pobres bandoleiros espoliados por esse 'tribunal direitista', manipulado por uma imprensa 'marronzista', podemos prever um tsunami de investidas contra o erário público. Temo que não haja um número suficiente de empreiteiros de obras públicas para achacar.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Histórias de Júlia e Pedro
A bisa Dalva, Júlia e Pedro, molequinho ainda.
Júlia, a bisa e as estrelas
'Do nada', como ela costuma dizer, lembrei de mais uma passagem de Júlia. Talvez em função do noticiário sobre Oscar Niemeyer. Ela e minha mãe - a sua "bisa" - tiveram a grande oportunidade de conviver por pouco mais de cinco anos. Lembrando das duas, brincando, não tenho dúvidas quanto ao encantamento da relação entre um bisneto e sua bisavó.
A 'bisa' tinha nos deixado há pouco tempo quando aconteceu o que me proponho, agora, a contar. Júlia ainda estava na pré-escola quando, por algum motivo, no grupo de crianças, a morte - algo abstrato para a garotada - apareceu na conversa. De modo didático, a professora apenas intermediou a troca de ideias, relatos.
Em determinado momento, alguém perguntou o que acontecia com as pessoas que morriam. Júlia levantou o dedinho e, lembrando da Bisa Dalva, afirmou:
- Eu sei: vira uma estrela.
Foi aplaudida por todos os amiguinhos.
PT abraça Maluf e ataca a 'direita'
Vou analisar, apenas, uma das frases da nota oficial distribuída pelo Diretório Nacional do PT, ao fim de reunião em Brasília. Entre outra sandices, segundo a nota, houve uma "feroz companha movida pela oposição de direita e por seus aliados na mídia, que tinha como objetivo criminalizar a legenda".
Tomo a liberdade de afirmar que os petistas, mais uma vez, como fazem recorrentemente, mentem. E mentem de maneira escandalosa, abjeta. A extrema direita desse país jamais esteve tão ao unida ao PT em toda a sua história. Houve uma simbiose, um aprofundamento de sentimentos, cujo maior símbolo foi o abraço trocado entre o ex-presidente Lula - aquele que nunca sabe de nada - e o deputado Paulo Salin Maluf, aquele que, foragido da Interpol, não pode sair do país.
A direita - se é que esse conceito tem algum valor, em si, nos dias atuais - e o PT se lambuzaram nos últimos anos, chafurdaram na mesma lama. Não por acaso, andaram de braços dados durante todo o julgamento do assalto que fizeram aos cofres públicos, o tal do Mensalão do Governo Lula.
Estavam lá, juntinhos, os quadrilheiros petistas e os bandoleiros disso que convencionaram chamar de base governamental, uma reunião de desqualificados. E vários de seus líderes vão continuar lado a lado, na cadeia, que é o lugar mais indicado para os que atentam contra a dignidade da Nação.
E não estou sequer me referindo às parcerias irmãs camaradas com os senadores vanguardistas José Sarney e Crivela, baluartes do que o PT considera - pelo que se deduz nas imbecilidades contidas na tal nota - a novíssima esquerda brasileira. Esses, pelo menos, não são considerados foragidos pela polícia internacional.
Outra vagabundagem retórica: a oposição e a 'midia' tentaram criminalizar a legenda. Eles roubam, corrompem, formam quadrilhas, subornam, são subornados, lavam dinheiro e incorrem em peculato e os oposicionistas é que querem criminalizá-los. Quem 'criminalizou' o PT, através dos anos, foram - em especial, mas não apenas - seus dirigentes, seus líderes, seu guru, aquele que deve estar com as costas varadas de punhaladas.
Foi essa gente - condenada por uma profusão de crimes - que levou o PT definitivamente para o noticiário policial mais ignóbil. A 'mídia'? Costumo lembrar, sempre que tenho a oportunidade, que mídia boa, para esses bandoleiros, é a existente em Cuba e na Coreia do Norte, semlhante à que existia na extinta União Soviética, por exemplo. Para esse lixo ideológico - repito - o paradigma é o 'Granma', o jornal que os infelizes habitantes da ilha dos irmãos Castro usam em sua higiene pessoal, à falta do papel mais adequado.
PS: Só para não deixar sem referência: José Dirceu. o chefe da quadriha de assaltantes condenado a 10 anos e 10 meses de cadeia, defendeu, hoje, mais uma vez, o que ele e seus comparsas chamam de "controle social da mídia". Fato que foi devidamente registrado nessa mídia 'descontrolada'.
Tomo a liberdade de afirmar que os petistas, mais uma vez, como fazem recorrentemente, mentem. E mentem de maneira escandalosa, abjeta. A extrema direita desse país jamais esteve tão ao unida ao PT em toda a sua história. Houve uma simbiose, um aprofundamento de sentimentos, cujo maior símbolo foi o abraço trocado entre o ex-presidente Lula - aquele que nunca sabe de nada - e o deputado Paulo Salin Maluf, aquele que, foragido da Interpol, não pode sair do país.
A direita - se é que esse conceito tem algum valor, em si, nos dias atuais - e o PT se lambuzaram nos últimos anos, chafurdaram na mesma lama. Não por acaso, andaram de braços dados durante todo o julgamento do assalto que fizeram aos cofres públicos, o tal do Mensalão do Governo Lula.
Estavam lá, juntinhos, os quadrilheiros petistas e os bandoleiros disso que convencionaram chamar de base governamental, uma reunião de desqualificados. E vários de seus líderes vão continuar lado a lado, na cadeia, que é o lugar mais indicado para os que atentam contra a dignidade da Nação.
E não estou sequer me referindo às parcerias irmãs camaradas com os senadores vanguardistas José Sarney e Crivela, baluartes do que o PT considera - pelo que se deduz nas imbecilidades contidas na tal nota - a novíssima esquerda brasileira. Esses, pelo menos, não são considerados foragidos pela polícia internacional.
Outra vagabundagem retórica: a oposição e a 'midia' tentaram criminalizar a legenda. Eles roubam, corrompem, formam quadrilhas, subornam, são subornados, lavam dinheiro e incorrem em peculato e os oposicionistas é que querem criminalizá-los. Quem 'criminalizou' o PT, através dos anos, foram - em especial, mas não apenas - seus dirigentes, seus líderes, seu guru, aquele que deve estar com as costas varadas de punhaladas.
Foi essa gente - condenada por uma profusão de crimes - que levou o PT definitivamente para o noticiário policial mais ignóbil. A 'mídia'? Costumo lembrar, sempre que tenho a oportunidade, que mídia boa, para esses bandoleiros, é a existente em Cuba e na Coreia do Norte, semlhante à que existia na extinta União Soviética, por exemplo. Para esse lixo ideológico - repito - o paradigma é o 'Granma', o jornal que os infelizes habitantes da ilha dos irmãos Castro usam em sua higiene pessoal, à falta do papel mais adequado.
PS: Só para não deixar sem referência: José Dirceu. o chefe da quadriha de assaltantes condenado a 10 anos e 10 meses de cadeia, defendeu, hoje, mais uma vez, o que ele e seus comparsas chamam de "controle social da mídia". Fato que foi devidamente registrado nessa mídia 'descontrolada'.
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