sexta-feira, 20 de março de 2015

Um encontro inaceitável

      Não há limites, de fato, para a falta de compostura do atual governo. A presença de Dilma Rousseff ao lado de João Pedro Stédile, em uma solenidade oficial, é um acinte, um desrespeito ao país, que padece também com os desmandos do MST, uma organização que, sequer, existe formalmente.
     Desesperada para reverter o estrondoso índice de rejeição a ela e a seu governo, nossa presidente mostra que, mesmo depois das eleições, é capaz de tudo, até mesmo se submeter a um ‘pito’ público de um reconhecido agitador, radical e estúpido, que manipula legiões de miseráveis.
     A não ser que ela esteja negociando o apoio do 'exercito' desse organizador de atos de vandalismo, tais como reiteradas invasões de propriedades públicas e privadas; destruição de pesquisas científicas e bloqueio de estradas.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Respeito aos fatos

     De uma vez por todas: a presidente Dilma Rousseff jamais lutou pela democracia, como anda dizendo, a ‘bordo’ do seu novo modelito verde e amarelo. Ao contrário. Ela e seu grupo pretendiam instalar aqui, no Brasil, uma ditadura comunista, a exemplo da cubana. No caminho, havia, no entanto, outra ditadura, a chefiada pelos militares que assumiram o poder a partir de abril de 1964. Simples assim. Sem vigarices retóricas.
     E não estava sozinha nesse projeto. A juventude de então (fim dos anos 1960 e começo dos anos 1970), das qual eu fazia parte, estava, em sua grande maioria, engajada na reação à ditadura, que se mostrava caracteristicamente violenta, em especial a partir da edição do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, marco definitivo do arbítrio.  
     Parte, entretanto, conseguia conciliar o repúdio ao regime com uma preocupação claramente voltada para a reconquista das prerrogativas que só podem ser oferecidas em um regime democrático. De um modo geral, todos foram decisivos no processo que encerrou aquela fase lastimável da nossa vida pública, mas através de caminhos e por objetivos absolutamente distintos.
     Lula? Esse jamais teve consciência política. Fá ardoroso do general Ernesto Geisel, não contestava o regime, brigava, apenas (e já era muito, é verdade ...), por melhores salário e condições de trabalho, nas fábricas paulistas. Tanto que, segundo seu (dele, Lula) ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, trabalhou como informante do Dops, após ser preso por liderar greves. Era uma espécie de ‘Cabo Anselmo do ABC’.




Cartilha nazista

     A revelação do conteúdo do relatório da Secretaria de Comunicações sobre a crise avassaladora que aflige o Governo desnudou algumas das faces mais deletérias do esquema petista de poder. O uso de artifícios desleais e vagabundos para interferir nas redes sociais e a compra de teclados e consciências, não necessariamente nessa ordem, apenas exibem a falta de compromissos com a decência, marca mais forte desses doze anos de hegemonia do PT.
     Assim como no regime nazista, a manipulação da comunicação é fundamental e decisiva no projeto petista de perpetuação no poder. O uso de verbas públicas – nosso dinheiro! – para irrigar os cofres e bolsos de veículos e veiculadores amigos, por si só, representa uma agressão aos princípios democráticos. Agressão que chega aos limites da canalhice, quando ficamos sabendo, paralelamente, que um blog governista pagou ao ex-ministro José Dirceu a fábula de R$ 860 mil, a título de consultoria. Deve ter sido um serviço muito especial, mesmo, com um retorno proporcional à ‘satisfação’ demonstrada.
     Em qualquer lugar decente do mundo, apenas por esse deslize ético e moral, o governo já teria sido jogado na vala dos criminosos comuns. A manipulação de informações, mediante corrupção – é disso que estamos falando, mesmo que os corruptos sejam petistas ardorosos -, e/ou força é uma prática comum a ditaduras e regimes autoritários. Na Venezuela, por exemplo, o governo desse deletério Nicolás Maduro persegue jornais e emissoras de tevê e rádio que ousam desafiar a cartilha oficial, ao mesmo tempo em que recompensa regiamente os acólitos.
     Em Cuba e na Coreia do Norte, entre outros, por exemplo, não é preciso gastar. Basta aplicar a violência que impede a informação livre. Por aqui, onde vivemos num regime democrático, apesar do PT e de legendas similares, a adesão ‘não tem preço’. A máquina de propaganda, em muito assemelhada à do regime nazista, funciona ininterruptamente, financiando vigaristas e criando um mundo de fantasias absolutamente distanciado da realidade. Não por acaso, a Secom tem status de ministério e uma verba inimaginável para um país que convive com a miséria.
     Essa situação vergonhosa talvez explique a atração que o regime petista exerce sobre uma larga camada de ‘formadores de opinião’.




quarta-feira, 18 de março de 2015

O lixo político

     Não há, mesmo, limites para o estelionato retórico da companheirada: a turma acusada de assaltar os cofres da Petrobras e, ao que tudo indica, de outras empresas públicas está anunciando, com toda a pompa, um 'pacote' contra a corrupção. Um espetáculo lastimável, para quem tem 'estômago forte', o que não é meu caso. Mal consegui acompanhar algo em torno de um minuto da 'fala' do ministro da Justiça, esse inacreditável José Eduardo Cardozo, o mais medíocre entre todos os que ocuparam esse posto em todos os tempos. 
     Meu estômago começou a revirar quando esse símbolo da nulidade parabenizou a presidente Dilma pela decisão de ampliar o rigor contra os corruptos e corruptores. Mudei rapidamente de canal, mas a compulsão pelas notícias me fez voltar a tempo de ver e ouvir nossa presidente, vestida, não por acaso, com um casaco verde, reiterar sua disposição de enfrentar a roubalheira. É isso mesmo: a representante mais importante do partido que vem assaltando o país, beneficiária direta de toda a pilantragem, anunciando medidas contra a sua turma.
     Ainda afrontado por tanta desfaçatez, acompanhei a ridícula e vergonhosa refrega entre o agora ex-ministro Cid Gomes e a base de apoio ao governo para o qual ele deveria estar trabalhando. Cid Gomes, o ex-governador que usou dinheiro público para passear no exterior com a mulher e a sogra.
     Essa gente toda se merece. O país é que não merecia esse lixo político.

terça-feira, 17 de março de 2015

Esse governo morreu

     Há – ou deveria haver - um limite moral para qualquer ocupante de cargo público. No Brasil dessa lastimável e devassa era petista, acontece o contrário. A cada nova canalhice anunciada, mais os quadrilheiros que assaltam nossos cofres e dignidade se assanham e agridem nossa inteligência, com argumentos cafajestes, como os usados hoje, por exemplo, pelo deputado paulista Rui Falcão, presidente dessa sigla definitivamente atrelada ao banditismo.
     Para esse lídimo representante do estado de calamidade que afoga o país, é evidente que a população brasileira é formada por beócios, indivíduos crédulos e estúpidos, dispostos a aceitar suas explicações esfarrapadas e descoladas da realidade. Assim, depois de flagrado em uma reunião com a atual presidente e seu antecessor e mentor, o dirigente petista usou e abusou do deplorável papel de menino de recados que nem mesmo seus chefes têm coragem de assumir.
     Mas nem mesmo ele consegue sustentar o olhar quando instado a falar sobre esquema de propina institucionalizado pelo Governo, através do PT. Nega, é verdade, mas com uma expressão sórdida. E insiste na cantilena das ‘doações legais’, como se essa desculpa estropiada tivesse alguma sustentação. Finge esquecer que representantes da Justiça desmontaram inteiramente essa versão, explicando, com o auxílio de gráficos, didaticamente, como se dava a roubalheira que o PT tentou transformar em ato legal.
     “Nós só recebemos doações leais”, afirmou, sem conseguir disfarçar um incontrolável tique nervoso que o fazia parecer estar dando um sorriso. Por legal, esse representante do maior assalto já realizado em nosso país considera o dinheiro que foi depositado formalmente nas contas petistas. Um dinheiro que – hoje todo o Brasil sabe – foi roubado da Petrobras, através de conluio entre dirigentes do PT, da estatal e empreiteiros.
     Além desse desmoralizado dirigente petista, outro luminar do partido do governo apresentou-se para tentar iludir a população: o inacreditável ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Coube a ele apresentar o esboço de um projeto contra a ... corrupção. Logo ele, notório porta-voz e defensor dos quadrilheiros que se sucedem nos postos de comando desde o episódio do Mensalão do Governo Lula.

     Infelizmente para o país, não há mais volta. O governo acabou, soterrado por escândalos inimagináveis. Nossa presidente, além de vaiada estrepitosamente por onde passa, vem sendo vítima do deboche da comunidade mundial. Pode ser que agonize por mais três anos e nove meses. Mas está sepultada nesse lamaçal.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Justiça para Stédile

     Esse lastimável ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu-se com mais uma de suas vigarices retóricas, ao dizer que defende o direito a manifestações, desde que sejam pacíficas e ordeiras, numa alusão ao dia de protestos contra o Governo Dilma marcado para depois de amanhã. Como se houvesse uma predisposição ao vandalismo, apenas e tão-somente pelo fato de pessoas se unirem para exercer o direito de expressão.
     Em contrapartida, não houve uma palavra, sequer, com relação aos desatinos protagonizados por João Pedro Stédile chefe maior do MST, essa organização que vem se destacando pela prática de atos de vandalismo e terrorismo, como a recente destruição de pesquisas genéticas que vinham sendo realizadas há 15 anos.
O silêncio conivente do Governo em relação às atitudes e palavras desequilibradas e criminosas do líder ‘camponês’ e de seu ‘exército’ de seguidores flerta com a ilegalidade. Eu não me surpreendo quando o ex-presidente Lula ameaça a Nação com uma guerra civil, como fez recentemente, quando acenou com o uso do MST. Afinal, Lula, por ser absolutamente desprovido de valores, é capaz de tudo. Mas um governo não pode ser institucionalmente irresponsável.
     Os caminhoneiros que fecharam estradas recentemente, protestando contra medidas do Governo, foram tratados como insurgentes e enquadrados pelas autoridades, inclusive com o uso de força policial. Os ‘soldados de Stédile’ que invadem e destroem propriedades particulares, bloqueiam rodovias, ocupam prédios públicos, agridem funcionários e andam acintosamente armados (facões e foices são armas, sim, e não apenas ‘instrumentos de trabalho’), por sua vez, são aquinhoados com quentinhas e afagos.
     Imaginem, para efeito de comparação, o discurso de ódio desses usurpadores da dignidade nacional se os manifestantes de domingo que vem (entre os quais eu não vou estar, ressalto!) fossem às ruas portanto prosaicos canivetes suíços. ‘Qua-quás’ e assemelhados tão risíveis quanto ele invadiriam o horário nobre das tevês para denunciar golpes e golpistas.
     A grande ameaça à democracia não está no protesto de milhões de desiludidos com o atual governo, afogado em uma torrente de negociatas escusas. O risco maior à liberdade está no uso de atitudes extremistas, criminosas, que afrontam a Constituição, como as que são executadas pelo MST, black blocs e outros baderneiros da mesma laia.





quarta-feira, 11 de março de 2015

Imoralidade!

     O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, assinou seu atestado de óbito moral, ao se oferecer para integrar – presidir!!! - a turma que vai julgar a roubalheira na Petrobras, protagonizada pelo PT e seus assemelhados. Por mais medíocre que seja – chegou à mais alta Corte de Justiça mesmo tendo sido reprovado duas vezes em concursos para juiz -, espera-se um comportamento mais digno de alguém que tem a incumbência primordial de zelar pela Constituição, pelo respeito às leis e à dignidade nacionais.
     E tudo isso acontece da maneira mais inescrupulosa possível, ao mesmo tempo em que a devassidão do atual esquema de poder foi exposta ao país ao longo do depoimento público de um ex-diretor da Petrobras, em um dos espetáculos mais deprimentes da nossa história recente: um criminoso confesso apontando o dedo para seus antigos parceiros de bandalheiras, de maneira didática e inquestionável.
     Um processo tão devastador como o que atinge o país ganhou novo ingrediente, com a possibilidade de Dias Toffoli ser o responsável pela palavra/voto final no julgamento da quadrilha composta também por ex-companheiros do partido ao qual serviu como empregado. Sua atuação anterior, no julgamento do Mensalão, evidenciou a falta de isenção, a preocupação constante em trabalhar pela redução das penas, quando não pela simples absolvição dos quadrilheiros.
     A presença de Dias Toffoli no STF é um escárnio, por si só. A decisão de se oferecer para preencher a vaga em aberto na turma que vai julgar essa segunda fase do assalto institucional aos cofres da Nação é indigna. Ser recebido pela presidente Dilma Rousseff, imediatamente após, revela uma desfaçatez impensada em países que se querem respeitados, além de provar que não há limites para a falta de decência.