Nossos jornais anunciam que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, anunciou o início do julgamento dos recursos dos quadrilheiros condenados no julgamento do 'mensalão do governo Lula'. Essa fase deve começar dia 14, finalmente. Esse assunto precisa terminar, formalmente, embora seja recomendável que permaneça vivo indefinidamente na memória nacional.
As manifestações que marcaram especialmente o mês de junho - as democráticas, não os atos de vandalismo que ainda se repetem - são a evidência mais forte de que a população decente exige respostas à altura da sua indignação. Uma delas será, certamente, a confirmação da prisão dos principais responsáveis pelo maior assalto institucional aos cofres públicos e à dignidade da Nação.
Houve um momento em que cheguei a temer por uma eventual reversão nas condenações, a partir da 'entronização' de novos ministros. Hoje, não. Excetuando os personagens que se notabilizaram pela defesa acintosa dos bandoleiros petistas, em especial, não consigo vislumbrar, entre os ministros, a possibilidade de mudança das decisões, que - na minha opinião - foram extremamente brandas.
Uma indicação de que STF deve se manifestar praticamente em conjunto foi o artigo publicado pela ex-ministra Ellen Gracie, em O Globo, há alguns dias. Sua primeira frase é definitiva: "Após longo e criterioso trabalho de análise dos fatos, o julgamento ... resultou na condenação de algumas figuras de relevo do partido que ora detém o poder".
Não poderia ter sido mais clara e objetiva: o resultado do julgamento espelha com fidelidade a seriedade do trabalho executado, especialmente pelo então relator Joaquim Barbosa. Tudo o mais que vem sendo tentado, a partir de então, é o resultado do desespero, da inconformidade com a justiça, da incredulidade face à punição de malfeitores do primeiro escalão.
É o que a também ex-presidente do Supremo afirma em outro trecho: "Das iniciativas de intimidação da Casa pela redução de seus poderes constitucionais às de desmoralização de alguns de seus membros, tudo vale no esforço de obter a impunidade dos réus". Simples assim. Não apenas iniciativas legais, até certo ponto admissíveis. Mas pilantragens, pirotecnia, desfaçatez.
Há dois meses, essas 'iniciativas' poderiam, até, dar certo. Hoje, são inimagináveis e inaceitáveis.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Violência tem limites
Confesso que me sinto constrangido, mas sou obrigado, por coerência, a me solidarizar com o governador Sérgio Cabral, quando ele pede o fim das manifestações em frente à sua casa, em nome dos filhos, crianças de seis e 11 anos, que estão sendo expostas diariamente a um clima de violência que pode marcar suas vidas, e dos vizinhos, cujas rotina e tranquilidade vêm sendo atropeladas.
O Cabral político é indefensável, e venho dizendo isso há muitos anos, ao contrário dos mentores e beneficiários do irreversível desgaste do ainda governador fluminense. Não apenas por seus recentes desmandos, mas pelo seu histórico, que passa obrigatoriamente pela aliança com essa lastimável Era Lula que já dura dez anos e sete meses.
O peemedebista Cabral é o mesmo parceiro, 'irmão de fé' e eleitor de Lula e Dilma, aliado de primeira hora do PT, partido que abocanha boa parte da estrutura administrativa do Estado do Rio de Janeiro. Aquele mesmo político flagrado na esbórnia com o então proprietário da construtora Delta, a empresa queridinha do PAC, envolvida em falcatruas que tinham a digital do Governo.
Ao longo dos últimos anos - quase sete -, nosso governador viveu em um mar não de rosas, mas 'vermelho-PT'. Dividiu palanques, almoços, jantares, recepções e meras bajulações com a atual presidente e seu antecessor, sob os olhares cândidos da militância que hoje está na porta da sua casa. A relativa proximidade da eleição - e teremos uma importantíssima ano que vem -, no entanto, acelerou as dissensões.
Dois candidatos a candidato entraram para valer na disputa, e mobilizaram suas tropas de choque. Na verdade, a tropa é uma só, embora faça continência para dois comandantes que, não tenho dúvidas, farão uma composição caso algum deles chegue a um provável segundo turno ano que vem.
Reafirmo, mais uma vez, minha simpatia pelas manifestações que expuseram a face ordinária do atual esquema de poder. Mas reforço meu repúdio à violência como forma de reivindicação. O cerco à família do governador é, para mim, uma forma deletéria de protesto. Tão reprovável quanto seria um eventual cerceamento da liberdade do neto da atual presidente.
O Cabral político é indefensável, e venho dizendo isso há muitos anos, ao contrário dos mentores e beneficiários do irreversível desgaste do ainda governador fluminense. Não apenas por seus recentes desmandos, mas pelo seu histórico, que passa obrigatoriamente pela aliança com essa lastimável Era Lula que já dura dez anos e sete meses.
O peemedebista Cabral é o mesmo parceiro, 'irmão de fé' e eleitor de Lula e Dilma, aliado de primeira hora do PT, partido que abocanha boa parte da estrutura administrativa do Estado do Rio de Janeiro. Aquele mesmo político flagrado na esbórnia com o então proprietário da construtora Delta, a empresa queridinha do PAC, envolvida em falcatruas que tinham a digital do Governo.
Ao longo dos últimos anos - quase sete -, nosso governador viveu em um mar não de rosas, mas 'vermelho-PT'. Dividiu palanques, almoços, jantares, recepções e meras bajulações com a atual presidente e seu antecessor, sob os olhares cândidos da militância que hoje está na porta da sua casa. A relativa proximidade da eleição - e teremos uma importantíssima ano que vem -, no entanto, acelerou as dissensões.
Dois candidatos a candidato entraram para valer na disputa, e mobilizaram suas tropas de choque. Na verdade, a tropa é uma só, embora faça continência para dois comandantes que, não tenho dúvidas, farão uma composição caso algum deles chegue a um provável segundo turno ano que vem.
Reafirmo, mais uma vez, minha simpatia pelas manifestações que expuseram a face ordinária do atual esquema de poder. Mas reforço meu repúdio à violência como forma de reivindicação. O cerco à família do governador é, para mim, uma forma deletéria de protesto. Tão reprovável quanto seria um eventual cerceamento da liberdade do neto da atual presidente.
domingo, 28 de julho de 2013
A admissão da mediocridade
"Querida, olha, vou te falar uma coisa: eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu. Ele disse outro dia: "Vou morrer fazendo política. Podem fazer o que quiser. Vou estar velhinho e fazendo política".
A frase é da presidente Dilma Rousseff, em entrevista à Folha de São Paulo - em resposta a uma indagação sobre a possibilidade de o ex-presidente Lula ser o candidato oficial ano que vem -, e foi devidamente comentada por gente de todos os matizes. Por motivos óbvios e jamais ocultados, prefiro ficar com o enfoque crítico, mais adequado a essa nova bobagem dita em tom de quem está revelando mais um 'segredo de Fátima' porventura ainda oculto do mundo.
Comecemos pelo começo, pelo "querida', dirigido a uma das entrevistadoras. E o 'jeitinho' da presidente, herdado do seu mentor e criador. A prepotência disfarçada; a arrogância enfeitada com paetês e miçangas. A continuação da frase apenas exibe o que jamais foi colocado em dúvida. Eles - a presidente e o ex - são, realmente, indissociáveis. Ela sabe que não existiria, que é apenas um apêndice que inflamou, inchou e começou a ameaçar todo o organismo do poder inaugurado há longos dez anos e meio.
Combatido com vaias e passeatas, o inchaço refluiu e o apêndice começou a voltar à sua importância mais exata, próxima do nada. Na verdade - e essa observação já foi elaborada por alguns representantes do universo oposicionista -, Lula nunca deixou de participar, de mandar, de ser o fiador de mais esse lastimável governo que continua sem rumo, projetos e pessimamente administrado.
Poucos personagens que tenham alcançado o mais alto posto de um país foram tão subservientes quanto nossa presidente em relação ao seu antecessor, apesar de bombardeada pelas declarações da sua base, do visível 'contentamento' com seu inferno astral.
É a admissão da própria 'desimportância'. O atestado de óbito de uma carreira que nasceu em um ministério marcado pelas denúncias de corrupção - a Casa Civil - e que pode estar se encerrando sem o menor brilho, sem deixar a digital.
PS: Quanto à ameaça inclusa na frase - a de que Lula não pretende abandonar a política, jamais: tenho dito e repetido há algum tempo que nosso ex-presidente sofre de ausência de superego.
A frase é da presidente Dilma Rousseff, em entrevista à Folha de São Paulo - em resposta a uma indagação sobre a possibilidade de o ex-presidente Lula ser o candidato oficial ano que vem -, e foi devidamente comentada por gente de todos os matizes. Por motivos óbvios e jamais ocultados, prefiro ficar com o enfoque crítico, mais adequado a essa nova bobagem dita em tom de quem está revelando mais um 'segredo de Fátima' porventura ainda oculto do mundo.
Comecemos pelo começo, pelo "querida', dirigido a uma das entrevistadoras. E o 'jeitinho' da presidente, herdado do seu mentor e criador. A prepotência disfarçada; a arrogância enfeitada com paetês e miçangas. A continuação da frase apenas exibe o que jamais foi colocado em dúvida. Eles - a presidente e o ex - são, realmente, indissociáveis. Ela sabe que não existiria, que é apenas um apêndice que inflamou, inchou e começou a ameaçar todo o organismo do poder inaugurado há longos dez anos e meio.
Combatido com vaias e passeatas, o inchaço refluiu e o apêndice começou a voltar à sua importância mais exata, próxima do nada. Na verdade - e essa observação já foi elaborada por alguns representantes do universo oposicionista -, Lula nunca deixou de participar, de mandar, de ser o fiador de mais esse lastimável governo que continua sem rumo, projetos e pessimamente administrado.
Poucos personagens que tenham alcançado o mais alto posto de um país foram tão subservientes quanto nossa presidente em relação ao seu antecessor, apesar de bombardeada pelas declarações da sua base, do visível 'contentamento' com seu inferno astral.
É a admissão da própria 'desimportância'. O atestado de óbito de uma carreira que nasceu em um ministério marcado pelas denúncias de corrupção - a Casa Civil - e que pode estar se encerrando sem o menor brilho, sem deixar a digital.
PS: Quanto à ameaça inclusa na frase - a de que Lula não pretende abandonar a política, jamais: tenho dito e repetido há algum tempo que nosso ex-presidente sofre de ausência de superego.
sábado, 27 de julho de 2013
Sobre vadios e vadias
As 'manifestações' de ontem, em São Paulo, e de hoje à tarde, no Rio, são indissociáveis, para mim. A paulista, protagonizada por vadios e vadias, não por acaso era dirigida contra os governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral (???). Em São Paulo, os bandoleiros voltaram a quebrar agências bancárias e uma revenda de automóveis. No Rio, as vadias e vadios - de fato e de direito - quebraram imagens de Nossa Senhora e chutaram crucifixos, de maneira torpe.
Em ambas, a marca da estupidez que une essa gente de forma inexorável. São o lixo da sociedade, os desajustados que optam pelos ataques e renegam o diálogo, o debate, a defesa de ideias e ideais. São meros vagabundos que se reúnem para destruir a democracia, usando todos os benefícios que ela, a democracia, oferece. Mereceriam cadeia. A mesma que eles se recusam a aceitar para os quadrilheiros que assaltaram os cofres públicos durante o governo Lula, por exemplo.
Ninguém se iluda: esses trastes que desrespeitam a Nação fazem parte do mesmo time de extremistas apaixonados pelos regimes cubano e assemelhados. Têm o perfil idêntico, a mesma marca 'ideológica', o mesmo desprezo pela liberdade, pelo contraditório. Para essa escumalha, o único 'pensamento' que existe é o dela, proveniente de mentes doentias, determinadas a impor seu ideário pela força - se é que há algum entre personagens tão deploráveis.
Em ambos os casos, fico bem à vontade para expor minha ojeriza. Não sou religioso, mas aprendi a respeitar todas as manifestações religiosas, embora discordando frontalmente de dogmas e me dando o direito de apontar e denunciar desvios. No caso específico da presença do papa Francisco no Brasil, a agressividade e as provocações são ainda mais inconcebíveis.
Também jamais morri de amores pelo governador Sérgio Cabral, em quem nunca votei. Acho inaceitáveis, no entanto, os métodos empregados pelas tropas de choque do rancor, recrutadas para construir alternativas de poder, mediante a destruição.
O Brasil vive momentos lamentáveis, fruto da dissolução dos poderes. É fundamental que a população ordeira não se deixe dominar por esses bandoleiros. Assim como é fundamental que o Estado assuma sua responsabilidade com a sociedade.
Em ambas, a marca da estupidez que une essa gente de forma inexorável. São o lixo da sociedade, os desajustados que optam pelos ataques e renegam o diálogo, o debate, a defesa de ideias e ideais. São meros vagabundos que se reúnem para destruir a democracia, usando todos os benefícios que ela, a democracia, oferece. Mereceriam cadeia. A mesma que eles se recusam a aceitar para os quadrilheiros que assaltaram os cofres públicos durante o governo Lula, por exemplo.
Ninguém se iluda: esses trastes que desrespeitam a Nação fazem parte do mesmo time de extremistas apaixonados pelos regimes cubano e assemelhados. Têm o perfil idêntico, a mesma marca 'ideológica', o mesmo desprezo pela liberdade, pelo contraditório. Para essa escumalha, o único 'pensamento' que existe é o dela, proveniente de mentes doentias, determinadas a impor seu ideário pela força - se é que há algum entre personagens tão deploráveis.
Em ambos os casos, fico bem à vontade para expor minha ojeriza. Não sou religioso, mas aprendi a respeitar todas as manifestações religiosas, embora discordando frontalmente de dogmas e me dando o direito de apontar e denunciar desvios. No caso específico da presença do papa Francisco no Brasil, a agressividade e as provocações são ainda mais inconcebíveis.
Também jamais morri de amores pelo governador Sérgio Cabral, em quem nunca votei. Acho inaceitáveis, no entanto, os métodos empregados pelas tropas de choque do rancor, recrutadas para construir alternativas de poder, mediante a destruição.
O Brasil vive momentos lamentáveis, fruto da dissolução dos poderes. É fundamental que a população ordeira não se deixe dominar por esses bandoleiros. Assim como é fundamental que o Estado assuma sua responsabilidade com a sociedade.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Atestado de incompetência
Foi, no mínimo, um enorme e constrangedor atestado de incompetência. A transferência da parte principal da Jornada Mundial da Juventude (vigília e missa campal) de Pedra de Guaratiba para Copacabana apenas reforça a desqualificação dos gestores cariocas para promover grandes eventos. Não há dúvida que o lamaçal inviabilizou a programação no Campus Fidei. Mas isso só aconteceu em virtude da improvisação, da nossa eterna e incontrolável característica de deixar tudo para o último minuto.
Para quem mora em Pedra, como eu, a decisão não surpreendeu. Bastava acompanhar o 'ritmo' das obras para antecipar um desfecho bem à brasileira. Domingo, quando ainda fazia sol e calor, reinavam a improvisação, a correria, um acerto do terreno aqui, uma valeta ali. Ninguém me contou. Eu me dei ao 'trabalho' de percorrer todo o entorno do Campus. Ficava claro para qualquer um que bastaria um incidente de percurso para comprometer tudo.
E já não podemos classificar as chuvadas de 'contratempo'. Os temporais que estão castigando a cidade já estavam previstos há um bom par de dias. Bastaria que nosso alcaide se desse ao trabalho de clicar em qualquer sítio de previsão. Ou que mandasse um dos seus muitos assessores cumprir essa tarefa. Faltou providenciar, com a antecedência que se exigia, os equipamentos que contornassem os problemas. O nome disso é ... planejamento.
A última semana tem sido trágica para o Rio, quando confrontado com os seguidos desastres gerados pelas nossas autoridades. Do caos na chegada do papa - engarrafamento em um dia de meio feriado!!! - à falta de energia que paralisou o metrô, passando pela inacreditável ausência de transporte público (leia-se ônibus!!!) para atender aos peregrinos que haviam pago antecipadamente pelas passagens.
Todo o investimento material e logístico foi jogado na latrina e talvez escoe direto, sem intermediários - como acontece com o esgoto sanitário da região -, para a nosso canto da Baía de Sepetiba. De um momento para outro, a estrutura de segurança (há dez dias, por exemplo, estamos convivendo com um destacamento do Exército no condomínio onde eu moro, que tem uma área elevada, estratégica, que possibilita a visão de praticamente todo o bairro, incluindo o Campus Fidei) e de atendimento (postos de saúde e de hidratação) já não são fundamentais.
Não há, portanto, como reclamar da manchete de um jornal de Chicago, que disputava com o Rio a chance de sediar a próxima Olimpíada e que vem retratando a balbúrdia nossa de todos os dias:
"Nós perdemos para isso?"
Para quem mora em Pedra, como eu, a decisão não surpreendeu. Bastava acompanhar o 'ritmo' das obras para antecipar um desfecho bem à brasileira. Domingo, quando ainda fazia sol e calor, reinavam a improvisação, a correria, um acerto do terreno aqui, uma valeta ali. Ninguém me contou. Eu me dei ao 'trabalho' de percorrer todo o entorno do Campus. Ficava claro para qualquer um que bastaria um incidente de percurso para comprometer tudo.
E já não podemos classificar as chuvadas de 'contratempo'. Os temporais que estão castigando a cidade já estavam previstos há um bom par de dias. Bastaria que nosso alcaide se desse ao trabalho de clicar em qualquer sítio de previsão. Ou que mandasse um dos seus muitos assessores cumprir essa tarefa. Faltou providenciar, com a antecedência que se exigia, os equipamentos que contornassem os problemas. O nome disso é ... planejamento.
A última semana tem sido trágica para o Rio, quando confrontado com os seguidos desastres gerados pelas nossas autoridades. Do caos na chegada do papa - engarrafamento em um dia de meio feriado!!! - à falta de energia que paralisou o metrô, passando pela inacreditável ausência de transporte público (leia-se ônibus!!!) para atender aos peregrinos que haviam pago antecipadamente pelas passagens.
Todo o investimento material e logístico foi jogado na latrina e talvez escoe direto, sem intermediários - como acontece com o esgoto sanitário da região -, para a nosso canto da Baía de Sepetiba. De um momento para outro, a estrutura de segurança (há dez dias, por exemplo, estamos convivendo com um destacamento do Exército no condomínio onde eu moro, que tem uma área elevada, estratégica, que possibilita a visão de praticamente todo o bairro, incluindo o Campus Fidei) e de atendimento (postos de saúde e de hidratação) já não são fundamentais.
Não há, portanto, como reclamar da manchete de um jornal de Chicago, que disputava com o Rio a chance de sediar a próxima Olimpíada e que vem retratando a balbúrdia nossa de todos os dias:
"Nós perdemos para isso?"
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Tirando as máscaras
Tenho reiterado minha intolerância com os desclassificados que saem às ruas para provocar baderna, quebrar, roubar e atacar policiais, sim, na expectativa da reação, que claramente torcem para ser a mais estúpida possível. Até agora, tudo vem acontecendo de acordo com o roteiro, embora não exista - ainda! - uma vítima fatal para ser exibida em passeata.
Desde o início assumi o risco de ligar esses celerados a organizações políticas, a grupos ideológicos, se é que há alguma ideologia em atos de vandalismo. Para chegar a essa conclusão, não foi preciso exercer um raciocínio muito elaborado, profundo. Bastava ter acompanhado criticamente as duas últimas décadas e avaliar o comportamento recorrente de grupos radicais.
Hoje, através de contatos e confidências, tive a confirmação. Os organizadores dos últimos protestos têm, sim, tudo em comum com os bandoleiros que vêm infernizando a cidade. Todo o processo é encenado e combinado antes em reuniões lideradas por um destacado representante do radicalismo político.
Os jovens envolvidos no esquema, todos universitários de classe média, atuam em sincronia. Primeiro, a manifestação 'pacífica'. Em seguida, quando o envolvimento de todos os presentes já começa a transbordar - uma catarse -, entra em campo a equipe de ataque, mascarada, determinada a provocar a reação policial e incitar os demais à baderna.
O alvo imediato é, sem dúvida, esse lamentável governador fluminense, alvo fácil, pelo desgaste acumulado. Em jogo, no entanto - e como venho repetindo -, as eleições do ano que vem. O objetivo - que seria elogiável, caso assumido de forma democrática - é destruir as chances do candidato de Sérgio Cabral, e abrir caminho para a alternativa sonhada pelo grupo, que passa raspando pelo petista Lindbergh Farias, dos 'males, o menor'.
As reuniões do grupo são realizadas em dependências universitárias federais, com a presença de lídimos representantes de universidades estaduais. Não são deduções. São informações.
Desde o início assumi o risco de ligar esses celerados a organizações políticas, a grupos ideológicos, se é que há alguma ideologia em atos de vandalismo. Para chegar a essa conclusão, não foi preciso exercer um raciocínio muito elaborado, profundo. Bastava ter acompanhado criticamente as duas últimas décadas e avaliar o comportamento recorrente de grupos radicais.
Hoje, através de contatos e confidências, tive a confirmação. Os organizadores dos últimos protestos têm, sim, tudo em comum com os bandoleiros que vêm infernizando a cidade. Todo o processo é encenado e combinado antes em reuniões lideradas por um destacado representante do radicalismo político.
Os jovens envolvidos no esquema, todos universitários de classe média, atuam em sincronia. Primeiro, a manifestação 'pacífica'. Em seguida, quando o envolvimento de todos os presentes já começa a transbordar - uma catarse -, entra em campo a equipe de ataque, mascarada, determinada a provocar a reação policial e incitar os demais à baderna.
O alvo imediato é, sem dúvida, esse lamentável governador fluminense, alvo fácil, pelo desgaste acumulado. Em jogo, no entanto - e como venho repetindo -, as eleições do ano que vem. O objetivo - que seria elogiável, caso assumido de forma democrática - é destruir as chances do candidato de Sérgio Cabral, e abrir caminho para a alternativa sonhada pelo grupo, que passa raspando pelo petista Lindbergh Farias, dos 'males, o menor'.
As reuniões do grupo são realizadas em dependências universitárias federais, com a presença de lídimos representantes de universidades estaduais. Não são deduções. São informações.
terça-feira, 23 de julho de 2013
O partido dos baderneiros
Vou correr o risco de ser recorrente, repetitivo. Não é possível conviver com bandos de baderneiros que vão para as ruas determinados à violência. As cenas gravadas ontem, durante mais uma manifestação político-partidária, em frente ao Palácio Guanabara, são bem claras. Desordeiros mascarados e armados com bombas caseiras atacaram os policiais que estavam cumprindo uma obrigação, serenamente.
Depois de ver um de seus componentes envolvido pelo fogo provocado por um 'coquetel molotov', é evidente que a tropa reagiu com rigor para dispersar os desajustados que insistem no confronto pela estupidez, e não pela força de ideias. Se estivéssemos em um dos países amados por muitos desses bandidos, a resposta, com certeza, não se limitaria a uns disparos com bala de borracha e bombas de efeito moral.
Ou, o que é mais provável, não houvesse espaço, sequer, para manifestações, como ocorre em Cuba, na Coreia do Norte, no Irã, na China e, em menor escala, em outros lugares nos quais prevalece ou tenta prevalecer a doutrina do pensamento único.
A mobilização popular e espontânea por mudanças estruturais no país, incluindo o repúdio à devastadora corrupção registrada nos últimos dez anos e meio dessa Era Lula, foi sequestrada por radicais com evidentes ligações com partidos políticos. Basta prestar atenção aos alvos escolhidos. Aqui no Rio, os atos de vandalismo pretendem atingir, obviamente, o atual governador - lastimável, não há dúvida - e beneficiar prováveis candidatos na eleição do ano que vem.
Tentar omitir esse fato é escamotear a verdade. A prática fascista de grupos de desordeiros sempre esteve presente nas mobilizações dos setores radicais. Com a ascensão do grupo que está no poder, esse procedimento sofreu uma redução. Mas continuou latente, dirigido a alvos específicos, como vimos, em escala menor , é verdade, quando da visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sánchez.
São os mesmos desordeiros, patrocinados por partidecos e usados por partidões.
Depois de ver um de seus componentes envolvido pelo fogo provocado por um 'coquetel molotov', é evidente que a tropa reagiu com rigor para dispersar os desajustados que insistem no confronto pela estupidez, e não pela força de ideias. Se estivéssemos em um dos países amados por muitos desses bandidos, a resposta, com certeza, não se limitaria a uns disparos com bala de borracha e bombas de efeito moral.
Ou, o que é mais provável, não houvesse espaço, sequer, para manifestações, como ocorre em Cuba, na Coreia do Norte, no Irã, na China e, em menor escala, em outros lugares nos quais prevalece ou tenta prevalecer a doutrina do pensamento único.
A mobilização popular e espontânea por mudanças estruturais no país, incluindo o repúdio à devastadora corrupção registrada nos últimos dez anos e meio dessa Era Lula, foi sequestrada por radicais com evidentes ligações com partidos políticos. Basta prestar atenção aos alvos escolhidos. Aqui no Rio, os atos de vandalismo pretendem atingir, obviamente, o atual governador - lastimável, não há dúvida - e beneficiar prováveis candidatos na eleição do ano que vem.
Tentar omitir esse fato é escamotear a verdade. A prática fascista de grupos de desordeiros sempre esteve presente nas mobilizações dos setores radicais. Com a ascensão do grupo que está no poder, esse procedimento sofreu uma redução. Mas continuou latente, dirigido a alvos específicos, como vimos, em escala menor , é verdade, quando da visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sánchez.
São os mesmos desordeiros, patrocinados por partidecos e usados por partidões.
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