Há praticamente oito anos e meio não há uma semana sem notícias sobre corruptos, corrupção, malandragens, malandros e 'inocentes', aqueles cabras que, apesar de todas as evidências, garantem que de nada sabiam, tratando a população como um bando de imbecis.
Quase todas as ocorrências - para usar um termo das reportagens policiais - ocorreram e ocorrem nos corredores do poder federal e de seus parceiros. Há exceções, é claro, como o caso da roubalheira em Brasília, sob a batuta de José Roberto Arruda (na época, do antigo PFL) uma das mais documentadas em todos os tempos.
Não é algo difícil de entender. O poder atrai e corrompe, não é novidade. Mas a cara de pau dos envolvidos parece estar fora do controle. O ex-presidente Lula passou anos alegando que "não sabia". A atual presidente também não sabia do envolvimento de sua amiga e ex-ministra Erenice Guerra em atitudes desqualificantes na Casa Civil. Como nada sabe dos escândalos do Ministério dos Transportes, dos aloprados e outros.
Talvez estimulado por esses antecedentes, descobre-se, agora, pela revista Época, que o vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, o senhor Luiz Fernando de Souza, também conhecido como Pezão, mandou pagar - em regime de urgência - uma pequena fortuna pela desapropriação de uma casa da família da mulher do seu cunhado. Flagrado pela revista, Pezão garante que não sabia quem era a dona da casa.
O desconhecimento dessa gente é uma arte.
sábado, 9 de julho de 2011
O preço do silêncio de Pagot
O país mudou, mesmo, nesses oito anos e meio. Hoje, é absolutamente normal - pelo menos é o que depreendo da leitura dos nossos jornais, em geral, e colunistas políticos, em especial - que o Governo faça o possível para evitar que acusados de corrupção contem tudo o que sabem sobre corruptos e corruptores.
Em países que se propõem decentes, os governos - até por que é para isso que eles existem, entre outras coisas - fazem questão de encarar de frente corruptos e corruptores. Isso acontece até mesmo em lugares que - vamos dizer assim - não são exemplos de liberdade, como a China, onde os julgamentos desse tipo costumam ser rápidos e o fuzilamento imediato. Se lá estivessem, é quase certo que os 36 apontados agora pelo procurador-geral da República há muito dividissem uma cova rasa num cemitério comunal qualquer, executados com um singelo tiro na nuca.
Por aqui, nessa terra arrasada pela demagogia eleitoreira, por esse estelionato ideológico, vem ocorrendo justamente o contrário, nesses tempos de PT e petistas no poder. Nossos governantes fazem 'de um tudo' para evitar CPIs, calar bocas, silenciar companheiros pegos em pleno exercício da roubalheira mais explícita já ocorrida em todos os tempos.
Os mensaleiros - e aí, Lula (aquele que nunca soube de nada), desistiu de 'provar' que o Mensalão foi inventado pelos jornais e pela oposição? - sobrevivem há seis anos, muito bem, obrigado. Alguns foram até reeleitos, como esse incrível João Paulo Cunha (PT-SP), cuja mulher foi flagrada na boca do cofre, recebendo R$ 50 mil.
Outros, como o ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado e reapontado como o chefe dos assaltantes dos cofres públicos, desfilam sua força dentro e fora do Partido, desafiando o senso de dignidade da Nação. Isso, sem falar em 'cuequeiros', 'aloprados' e criminosos menos glamurosos, como os da prefeitura de Campinas, por exemplo, não por acaso ligada umbelicalmente ao ... PT.
No caso mais recente de distribuição criminosa de renda pública - jamais alguém ouse dizer 'último', pois ainda teremos muitos anos de governos petistas -, ficamos sabendo - sem vomitar, o que é gravíssimo - que o Palácio do Planalto está trabalhando intensamente para manter calado o ex-diretor geral do Dnit, Luis Antonio Pagot, que já esteve disposto a contar tudo o que sabe, pois tudo teria feito cumprindo ordens diretas.
Pagot, apressa-se a espalhar o Palácio, disse que nada disse. O acusado direto pela articulação da roubalheira, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (o marido da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também citada, no meio do rolo), estranhamente não se exasperou ou reagiu, atitude que seria esperada de um inocente. Ao contrário. Usou os amigos da mídia para elogiar seu detrator. Não se briga com homens-bomba, deve ter alertado o ex-presidente, no encontro secreto que teve com a presidente Dilma Roussef, a mesma que coordenava os gastos do Ministério dos Transportes no governo de seu antecessor e guru.
O Palácio do Planalto balança mais uma vez, sacudido por acusações recorrentes de - digamos assim - 'uso não-republicado do dinheiro público'. A capacidade de resistência está diretamente ligada ao que pode surgir nos depoimentos do ex-diretor do Dnit na Câmara e no Senado, marcados para a semana que começa amanhã.
Com Delúbio Soares, foi fácil: a promessa de manter seu padrão de vida e a volta ao partido, algum dia, reabilitado. Seu silêncio garantiu que Lula ressuscitasse da morte anunciada e merecida no Mensalão. Com Pagot, talvez o preço a pagar seja bem mais alto.
Em países que se propõem decentes, os governos - até por que é para isso que eles existem, entre outras coisas - fazem questão de encarar de frente corruptos e corruptores. Isso acontece até mesmo em lugares que - vamos dizer assim - não são exemplos de liberdade, como a China, onde os julgamentos desse tipo costumam ser rápidos e o fuzilamento imediato. Se lá estivessem, é quase certo que os 36 apontados agora pelo procurador-geral da República há muito dividissem uma cova rasa num cemitério comunal qualquer, executados com um singelo tiro na nuca.
Por aqui, nessa terra arrasada pela demagogia eleitoreira, por esse estelionato ideológico, vem ocorrendo justamente o contrário, nesses tempos de PT e petistas no poder. Nossos governantes fazem 'de um tudo' para evitar CPIs, calar bocas, silenciar companheiros pegos em pleno exercício da roubalheira mais explícita já ocorrida em todos os tempos.
Os mensaleiros - e aí, Lula (aquele que nunca soube de nada), desistiu de 'provar' que o Mensalão foi inventado pelos jornais e pela oposição? - sobrevivem há seis anos, muito bem, obrigado. Alguns foram até reeleitos, como esse incrível João Paulo Cunha (PT-SP), cuja mulher foi flagrada na boca do cofre, recebendo R$ 50 mil.
Outros, como o ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado e reapontado como o chefe dos assaltantes dos cofres públicos, desfilam sua força dentro e fora do Partido, desafiando o senso de dignidade da Nação. Isso, sem falar em 'cuequeiros', 'aloprados' e criminosos menos glamurosos, como os da prefeitura de Campinas, por exemplo, não por acaso ligada umbelicalmente ao ... PT.
No caso mais recente de distribuição criminosa de renda pública - jamais alguém ouse dizer 'último', pois ainda teremos muitos anos de governos petistas -, ficamos sabendo - sem vomitar, o que é gravíssimo - que o Palácio do Planalto está trabalhando intensamente para manter calado o ex-diretor geral do Dnit, Luis Antonio Pagot, que já esteve disposto a contar tudo o que sabe, pois tudo teria feito cumprindo ordens diretas.
Pagot, apressa-se a espalhar o Palácio, disse que nada disse. O acusado direto pela articulação da roubalheira, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (o marido da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também citada, no meio do rolo), estranhamente não se exasperou ou reagiu, atitude que seria esperada de um inocente. Ao contrário. Usou os amigos da mídia para elogiar seu detrator. Não se briga com homens-bomba, deve ter alertado o ex-presidente, no encontro secreto que teve com a presidente Dilma Roussef, a mesma que coordenava os gastos do Ministério dos Transportes no governo de seu antecessor e guru.
O Palácio do Planalto balança mais uma vez, sacudido por acusações recorrentes de - digamos assim - 'uso não-republicado do dinheiro público'. A capacidade de resistência está diretamente ligada ao que pode surgir nos depoimentos do ex-diretor do Dnit na Câmara e no Senado, marcados para a semana que começa amanhã.
Com Delúbio Soares, foi fácil: a promessa de manter seu padrão de vida e a volta ao partido, algum dia, reabilitado. Seu silêncio garantiu que Lula ressuscitasse da morte anunciada e merecida no Mensalão. Com Pagot, talvez o preço a pagar seja bem mais alto.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Uma aula de politicagem
A entrevista concedida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre seu novo/velho colega de bancada, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), deveria entrar para a galeria dos melhores piores momentos do Congresso, servir de referência em qualquer curso para políticos.
É a essência do nada, a síntese do vazio. Tudo com a entonação de quem está fazendo revelações capazes de mudar o mundo, alterar o eixo de rotação da Terra.
Questionado sobre se achava que o ministro demitido (ele disse que se demitiu, mas essa afirmação é daquelas bobagens risíveis) deveria dar explicações, agora que voltou ao Senado, o ex-presidente, solene, saiu-se enfaticamente com essa pérola da tergiversação:
- Ele deve dar as explicações que ele acha que deve dar, sim."
E mais não disse nem foi perguntado. Cercado por assessores, deu meia-volta e seguiu triunfante pelos corredores da Casa.
É a essência do nada, a síntese do vazio. Tudo com a entonação de quem está fazendo revelações capazes de mudar o mundo, alterar o eixo de rotação da Terra.
Questionado sobre se achava que o ministro demitido (ele disse que se demitiu, mas essa afirmação é daquelas bobagens risíveis) deveria dar explicações, agora que voltou ao Senado, o ex-presidente, solene, saiu-se enfaticamente com essa pérola da tergiversação:
- Ele deve dar as explicações que ele acha que deve dar, sim."
E mais não disse nem foi perguntado. Cercado por assessores, deu meia-volta e seguiu triunfante pelos corredores da Casa.
A nova língua global
Tudo bem que a Rede Globo tenha conquistado a importância e o destaque ostentados já há algum tempo. Méritos há, quaisquer que sejam. Ninguém simplesmente lidera audiências e conquista cachoeiras de prêmios internacionais sem que exiba algum conteúdo. Mas nem por isso pode sair por aí criando um novo idioma, uma nova língua, ditada pelos fonoaudiólogos de plantão.
Eu sei bem o quanto é difícil disparar polissílados e proparoxítonas ao vivo e a cores. Mesmo quando essas profusões de letras e entonações são apresentadas por Fátima Bernardes, a incontestável musa das notícias. Musa, sim: confesso que sua nunca negada preferência clubística influencia qualquer tentativa de julgamento isento que eu ameace fazer. Fátima é Vasco. E - não sei se fui o único a reparar - foi trabalhar praticamente uniformizada (faltou apenas a Cruz de Malta), no dia seguinte à conquista da Copa do Brasil.
Ser vascaína, mãe de trigêmeos, inteligente e bonita, no entanto, não a absolvem automaticamente pela recorrente conivência no crime de 'ocultação de paroxítonas' e, em muitos casos, de alteração de acentos nas proparoxítonas que vem sendo perpetrado pela Globo. Não há mais palavras acentuadas na penúltima silaba, deve ter decretado o padrão de qualidade da emissora. 'Desliza(men)to' passou a ser '(DES)lizamento'. 'Socie(da)de' virou - prestem a atenção - '(SO)ciedade'.
Até mesmo a proparoxítona palavra paroXÍtona já não mais existe. Virou PAroxitona (nesse caso, sem o acento no i), embora permaneça proparoxítona.
Eu sei bem o quanto é difícil disparar polissílados e proparoxítonas ao vivo e a cores. Mesmo quando essas profusões de letras e entonações são apresentadas por Fátima Bernardes, a incontestável musa das notícias. Musa, sim: confesso que sua nunca negada preferência clubística influencia qualquer tentativa de julgamento isento que eu ameace fazer. Fátima é Vasco. E - não sei se fui o único a reparar - foi trabalhar praticamente uniformizada (faltou apenas a Cruz de Malta), no dia seguinte à conquista da Copa do Brasil.
Ser vascaína, mãe de trigêmeos, inteligente e bonita, no entanto, não a absolvem automaticamente pela recorrente conivência no crime de 'ocultação de paroxítonas' e, em muitos casos, de alteração de acentos nas proparoxítonas que vem sendo perpetrado pela Globo. Não há mais palavras acentuadas na penúltima silaba, deve ter decretado o padrão de qualidade da emissora. 'Desliza(men)to' passou a ser '(DES)lizamento'. 'Socie(da)de' virou - prestem a atenção - '(SO)ciedade'.
Até mesmo a proparoxítona palavra paroXÍtona já não mais existe. Virou PAroxitona (nesse caso, sem o acento no i), embora permaneça proparoxítona.
4,7 mil anos de prisão para mensaleiros
Infelizmente - para um país que se quer decente, algum dia - acho que o caso vai prescrever, afogado por um tsunami de recursos de última hora. Mas faz muito bem à saúde moral de todos que o atual recém-reconduzido procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tenha-se decido por pedir ao Supremo Tribunal Federal a condenação de 36 acusados no processo do Mensalão (com letra maiúscula), o maior escândalo da recente história política brasileira . O Mensalão, não devemos esquecer, foi denunciado em 2005, pela Folha de São Paulo, com base em acusações do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), que frequentava as salas, quartos e dependências íntimas do governo da época.
A prevalecer o pedido, a soma das condenações dos acusados pode chegar a 4.700 anos de prisão, ou pouco mais de 130 anos - em média - para cada um dos que assaltaram os cofres públicos para financiar o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, os 'projetos imediatos' do ex-presidente Lula (mas ele não sabia de nada ...) e as contas pessoais de algumas excelências da base de sustentação do governo. Tudo isso com o dinheiro de todos nós, repassado através da agência de publicidade e propaganda do mineiro Marcos Valério.
O chefão do esquema - e o atual procurador é incisivo - era o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, a quem Roberto Gurgel, no seu parecer, classifica assim, segundo a Folha: "Partindo de uma visão pragmática, que sempre marcou a sua biografia, José Dirceu resolveu subornar parlamentares federais, tendo como alvos preferenciais dirigentes partidários de agremiações políticas. A força do réu é tão grande que, mesmo depois de recebida acusação por formação de quadrilha e corrupção ativa pelo pleno do STF, delitos graves, ele continua extremamente influente dentro do PT, inclusive ocupando cargos formais de relevo."
E, confirmando de forma clara o que os críticos isentos vem apontando há algum tempo, o procurador não faz por menos. Segundo ele, o esquema do Mensalão tinha por objetivo, "mais do que uma demanda momentânea (...), fortalecer um projeto de poder do PT de longo prazo."
Lula foi reeleito e elegeu Dilma Roussef. Por enquanto, o projeto vai dando certo.
A prevalecer o pedido, a soma das condenações dos acusados pode chegar a 4.700 anos de prisão, ou pouco mais de 130 anos - em média - para cada um dos que assaltaram os cofres públicos para financiar o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, os 'projetos imediatos' do ex-presidente Lula (mas ele não sabia de nada ...) e as contas pessoais de algumas excelências da base de sustentação do governo. Tudo isso com o dinheiro de todos nós, repassado através da agência de publicidade e propaganda do mineiro Marcos Valério.
O chefão do esquema - e o atual procurador é incisivo - era o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, a quem Roberto Gurgel, no seu parecer, classifica assim, segundo a Folha: "Partindo de uma visão pragmática, que sempre marcou a sua biografia, José Dirceu resolveu subornar parlamentares federais, tendo como alvos preferenciais dirigentes partidários de agremiações políticas. A força do réu é tão grande que, mesmo depois de recebida acusação por formação de quadrilha e corrupção ativa pelo pleno do STF, delitos graves, ele continua extremamente influente dentro do PT, inclusive ocupando cargos formais de relevo."
E, confirmando de forma clara o que os críticos isentos vem apontando há algum tempo, o procurador não faz por menos. Segundo ele, o esquema do Mensalão tinha por objetivo, "mais do que uma demanda momentânea (...), fortalecer um projeto de poder do PT de longo prazo."
Lula foi reeleito e elegeu Dilma Roussef. Por enquanto, o projeto vai dando certo.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A indústria dos pedágios
Já que voltei aos temas 'caseiros' (veja postagem anterior, sobre o Detran-RJ), aproveito para emendar num assunto que me causa profundos sentimentos de repulsa: cobrança de pedágio dentro dos limites de uma cidade. Nós, cariocas, somos vítimas desse absurdo, dessa excrescência. Para ir de um bairro a outro, de uma forma relativamente decente, somos obrigados a alimentar o caixa dos gestores da Linha Amarela, nada mais do que o caminho mais rápido e mais caro entre dois engarrafamentos.
Não estou discutindo - embora tenha argumentos - a cobrança em rodovias intermunicipais, estaduais, federais. Estou me limitando ao pedágio para ir da Freguesia a Piedade, dois bairros distantes não mais do que três quilômetros, em linha mais ou menos reta. Haverá, sempre, quem argumente que esse trajeto, em especial, pode ser feito pela auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá, sujeitando-se a rajadas de fuzis e chuvas de balas. Então, se há opções ...
Como também se pode ir do Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão, para os mais antigos) à Barra sem passar pela Linha Amarela. É claro que sim. Basta pegar a Linha Vermelha, seguir pelo Elevado da Avenida Paulo de Frontin, cruzar o Túnel Rebouças, desembocar na Lagoa, embarafustar pelo Dois Irmãos, cortar São Conrado, vencer mais dois pequenos túneis e, voilà!, sorrir por estar chegando ao destino, três ou quatro horas depois, dependendo do horário.
E vocês sabem o valor de cada passagem pelo pedágio da tal LAMSA: incríveis R$ 4,30!!! É isso mesmo: R$ 8,60 ida e volta, em dinheiro vivo, como o do jogo do bicho. E sabem quem pagou pela obra, que já se pagou uma dezena de vezes, e continua pagando: cada um de nós.
Com a desfaçatez dos isentos de taxas, afins e de um mínimo de vergonha na cara, o prefeito Eduardo Paes (ex-PFL, ex-PSDB e atual PMDB) nos ameaça, agora, com a cobrança de pedágio em outra futura 'rua' da cidade, batizada por ele de "Corredor Expresso", ou coisa que o valha. Uma obra que a Prefeitura seria obrigada a fazer - não apenas para atender às exigências feitas pelo Comitê Olímpico Internacional quando da candidatura do Rio a sede da Olimpíada de 2016 - porque é - antes de tudo - fundamental à cidade, à dignidade dos seus cidadãos.
Assim como a duplicação da Avenida das Américas, o Túnel da Grota Funda etc etc. Governar é isso mesmo: trabalhar para melhorar a qualidade de vida da cidade, do estado, do país. Mas parece que essa gente esquece tudo quando chega lá.
E não escuto ou leio uma menção de repúdio a esses absurdos.
Não estou discutindo - embora tenha argumentos - a cobrança em rodovias intermunicipais, estaduais, federais. Estou me limitando ao pedágio para ir da Freguesia a Piedade, dois bairros distantes não mais do que três quilômetros, em linha mais ou menos reta. Haverá, sempre, quem argumente que esse trajeto, em especial, pode ser feito pela auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá, sujeitando-se a rajadas de fuzis e chuvas de balas. Então, se há opções ...
Como também se pode ir do Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão, para os mais antigos) à Barra sem passar pela Linha Amarela. É claro que sim. Basta pegar a Linha Vermelha, seguir pelo Elevado da Avenida Paulo de Frontin, cruzar o Túnel Rebouças, desembocar na Lagoa, embarafustar pelo Dois Irmãos, cortar São Conrado, vencer mais dois pequenos túneis e, voilà!, sorrir por estar chegando ao destino, três ou quatro horas depois, dependendo do horário.
E vocês sabem o valor de cada passagem pelo pedágio da tal LAMSA: incríveis R$ 4,30!!! É isso mesmo: R$ 8,60 ida e volta, em dinheiro vivo, como o do jogo do bicho. E sabem quem pagou pela obra, que já se pagou uma dezena de vezes, e continua pagando: cada um de nós.
Com a desfaçatez dos isentos de taxas, afins e de um mínimo de vergonha na cara, o prefeito Eduardo Paes (ex-PFL, ex-PSDB e atual PMDB) nos ameaça, agora, com a cobrança de pedágio em outra futura 'rua' da cidade, batizada por ele de "Corredor Expresso", ou coisa que o valha. Uma obra que a Prefeitura seria obrigada a fazer - não apenas para atender às exigências feitas pelo Comitê Olímpico Internacional quando da candidatura do Rio a sede da Olimpíada de 2016 - porque é - antes de tudo - fundamental à cidade, à dignidade dos seus cidadãos.
Assim como a duplicação da Avenida das Américas, o Túnel da Grota Funda etc etc. Governar é isso mesmo: trabalhar para melhorar a qualidade de vida da cidade, do estado, do país. Mas parece que essa gente esquece tudo quando chega lá.
E não escuto ou leio uma menção de repúdio a esses absurdos.
Detran volta aos dias de 'glória'
CONSULTA AGENDAMENTO
Atenção:
Devido ao grande número de acesso (sic) ao site, no momento os nossos servidores estão sobrecarregados.
Tente novamente em alguns minutos.
Desculpe o transtorno.
Obrigado.
Deixo rebocar, banco um absurdo de multas e perco um tempo exorbitante para liberar o veículo, ou colaboro com o bem-estar do nosso representante público (leia-se pagando a propina que em 99% dos casos é sugerida), não necessariamente nessa ordem? E se um desses agentes me pegar num dia em que eu tenha acordado 'invocado', como se fosse um presidente de país de terceiro mundo? Corro o risco de desaparecer, como o corpo de um menino de favela?
Que país é esse (para ser justo, é uma peculiaridade do nosso vibrante Estado do Rio), onde cobra-se por um serviço que não é oferecido, ou oferecido de maneira deplorável, vagabunda?
Houve época em que o Detran-RJ deixou de ser um valhacouto, um lugar desprezível recheado de vigaristas e vigarices. Aos poucos, graças aos esforços do atual governante, está voltando ao dias de glória do passado, um líder na prestação deletéria de serviços aos infelizes que sustentam sua burocracia com impostos e taxas.
PS: Ao lado da mensagem que vocês viram acima, em uma coluna de 'Notícias', pude ler o que vai abaixo:
05/07/2011: DETRAN OFERECE 40 MIL VAGAS DE VISTORIA NOS FINS DE SEMANA DE JULHO
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