segunda-feira, 6 de abril de 2015

A operação 'lavagem cerebral'

     Agora é oficial: o PT está trabalhando formalmente para dar uma ‘mãozinha’ às empresas envolvidas no assalto aos cofres da Petrobras. Seus líderes – o tal do Sibá Machado, aquele que ‘vislumbrou’ o dedo da CIA na Operação Lava-Jato, é um deles!!! – estão pressionando o Ministério da Fazenda, brandindo o argumento da necessidade de manutenção das obras. Eles acham que é mais um ‘golpe de mestre’: salvam os parceiros e evitam, assim, que as delações premiadas assumam proporções ainda mais catastróficas. Para eles, é claro.
     É mais uma demonstração do inesgotável potencial de vigarice ideológica da turma companheira, que assalta os cofres públicos há doze anos (os escandalosos Mensalão e Petrolão, entre outros menos volumosos, estão aí, para não deixar dúvidas) e não se ‘avexa’ de continuar posando de proba.
Essa tem sido a postura petista ao longo dos anos. Sempre que pegos em alguma pilantragem – e foram muitas – seus representantes tentam, primeiramente, negar. Em seguida, com o suporte de consciências e teclados pagos com nosso dinheiro, partem para desclassificar seus acusadores e atribuir tudo a uma tentativa de golpe “deles”, mesmo sabendo perfeitamente que todas as denúncias, em todos os escândalos, partiram de seus asseclas.
     E não distinção entre os arautos da vigarice retórica. O ex-presidente Lula, o mais medíocre e ignorante de toda a nossa história republicana (ele mesmo faz questão de se anunciar como analfabeto ...), é um especialista em dizer, desdizer, mentir. A atual presidente, Dilma Rousseff, sem o ‘brilho’ de seu antecessor e mentor, não fica atrás.
     Hoje mesmo, ao empossar o novo ministro da Educação, não ficou sequer ruborizada ao afirmar que a recuperação da Petrobras é prioritária para ela. Logo ela, que teve a empresa sob seu comando direto durante toda essa fase de assaltos, protagonizados, justamente, pelo PT e outros partidos menos votados da base, segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal e pela Justiça Federal do Paraná.
     Felizmente, ao que tudo indica, o Brasil cansou dessa gente.
   

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A caminho do limbo

     Nada do que o ex-presidente Lula faça, diga ou deixe de dizer ou fazer jamais me surpreende. Ele me remete a um psicopata clássico, daqueles de série de tevê, sem um traço sequer de superego, fato que o deixa livre, leve e solto para navegar no mundo da hipocrisia, da mentira, da corrupção de valores. Lula sempre foi isso que é hoje em dia. Alguém capaz de tudo, literalmente, por não ter entraves morais, e que foi bafejado por contingências especiais que o transformaram no principal líder brasileiro.
     Para o bem do povo e felicidade geral da Nação, isso está mudando. Ele ainda é, sem dúvida, uma referência para as camadas mais simples e ignorantes, que se identificam com o imigrante analfabeto que chegou ao mais alto posto do país. E para uma elite corrompida intelectual e moralmente. Mas já não assusta. Pelo contrário. A cada nova descoberta de uma canalhice petista, sempre com o seu aval, mais ele caminha para o limbo.
     Os artifícios retóricos que usa em profusão cansaram, por gastos e repetitivos. As encenações perderam a graça. O suor escorrendo pelo corpo apenas passou a provocar asco. Lula está derretendo politicamente, desgastado pelo acúmulo de inconsistências. O que ainda me surpreende, sim, é o fato de ele ainda continuar sendo apoiado por pessoas que se dizem libertárias, mesmo sabendo de seu passado como informante do Dops, fato denunciado pelo seu (dele) ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, e nunca desmentido.
     O que ainda me assusta é esbarrar com mulheres que ignoram o comportamento deletério do ex-presidente, absolutamente desprovido de respeito com o sexo feminino. As ‘viuvinhas’ do Sindicato dos Metalúrgicos, à época em que ele era da diretoria e fazia ‘assistência social, que o digam. O que me deixa angustiado é ser testemunha da passividade dos movimentos contra a discriminação de gênero em relação ao notório preconceito embutido nas ‘piadas’ e ‘brincadeiras’ sobre o tema.
     A defesa que fez, ontem, dos companheiros envolvidos no assalto à Petrobras tem uma grande dose de autodefesa. Ele sabe que, em algum momento, o lamaçal vai chegar nele, diretamente.  Dessa vez, não haverá saída, como no Mensalão. A maioria da população, como indicam pesquisas divulgadas recentemente, tem a convicção de que ele, Lula, estava envolvido no esquema de assalto aos cofres da nossa maior empresa, ao lado de toda a cúpula partidária.
     O PT, hoje, é sinônimo de corrupção, desvio de verbas, mentiras. Essa realidade desarmou militantes sinceros, retirando do partido a força que vinha naturalmente das ruas. Sem o ‘bolsa-manifestação’, o PT não consegue encher sequer pracinhas com coreto. A ameaça de recorrer ao ‘exército’ do MST foi apenas um episódio que demonstrou não força, mas desespero. Aos poucos, a cada nova delação premiada, Lula e seus seguidores vão perdendo lastro, respeito, virando motivo de chacotas constantes, piadas nas redes sociais, processos criminais ao redor do mundo.
     Torçamos para que a agonia dessa geração marcada pela devassidão não provoque danos ainda maiores ao país.



segunda-feira, 30 de março de 2015

O desespero petista

     O PT não tem jeito. Inacreditavelmente, seus dirigentes divulgaram um manifesto denunciando uma suposta ‘perseguição’, destinada a transformá-lo em ‘bode expiatório’ do caso de corrupção na Petrobras. É muito cinismo! Flagrados com as mãos imundas nos cofres públicos, mais uma vez, insistem em uma cantilena desmoralizada, que desmerece a população brasileira, por tratá-la como se fosse composta por imbecis.
     Dessa vez, no entanto, não há escapatória. Os jovens procuradores da República encarregados da apuração da roubalheira tiveram a preocupação de amarrar todas as acusações, sustentá-las com provas irrefutáveis. E o processo ainda está longe de terminar. Há muita sujeira pela frente, envolvendo diretamente o PT e seus comparsas no esbulho.
     Essa nota ‘oficial’ é uma prova inequívoca do desespero que já tomou conta do partido, ameaçado seriamente de, simplesmente, desaparecer, tragado pelo lamaçal produzido para sustentar um projeto de poder rejeitado pela imensa maioria da população brasileira, não apenas pelas 51 milhões de pessoas que votaram no derrotado candidato da Oposição no segundo turno da eleição passada.
     O PT começou a acabar, têm repetido nomes estreitamente ligados ao próprio partido. Eu complementaria dizendo que ‘já vai tarde’. O mal que esse grupo de desajustados causou ao país é incomensurável, destaque absoluto para a desmoralização do poder Legislativo, manipulado e corrompido, e para a tentativa, real, de aparelhamento da Justiça, através da imposição de ministros comprometidos com o partido, e não com a Constituição.

     Essa jogada canhestra, inspirada por algum marqueteiro de terceira divisão, tende a provocar uma reação de repúdio ainda mais forte, como os panelaços que desmoralizaram os discursos oficiais da ainda presidente e de uma parelha de ministros ‘da casa’. 
     
     

sexta-feira, 27 de março de 2015

Nomeação de risco

     O ex-gerente (ou algo que o valha ...) de Comunicações da Petrobras, chutado do cargo recentemente, responsável ela distribuição de uma montanha de dinheiro, era um militante sindical sem qualquer ligação com a área. E nem precisava: estava ali, indicado pelo ex-presidente Lula, para atender, prioritariamente, às necessidades do Governo, direcionando verbas e alimentando bolsos amigos. Uma análise dos ‘critérios’ usados na destinação de verbas publicitárias apontou enormes descalabros, inaceitáveis quando protagonizados por empresas de caráter público.
     Hoje, ficamos sabendo que o novo secretário de Comunicações do Governo - com status de ministro, não podemos esquecer! - é o tesoureiro da última campanha da presidente Dilma. Se alguém me perguntasse qual a ‘ligação’ entre as duas funções, não saberia responder. Ou sintetizaria: nenhuma. Exceto que ambos os cargos manipulam um volume enorme de dinheiro e que a ‘promoção’ parece dever-se ao sucesso na arrecadação de fundos para reeleger a presidente.
     Pelo histórico (folha corrida?) dos tesoureiros ligados ao PT, a nomeação me parece, no mínimo, arriscada. Quando estourou o escândalo da devastação na Petrobras, veio a público paralelamente a malandragem petista, de tentar transformar dinheiro roubado em doação legal, como explicaram didaticamente os procuradores encarregados da apuração do caso, ao lado da Polícia Federal.
     Um esquema desse porte, que vem funcionando há uma década, irrigando campanhas do PT e assemelhados, inevitavelmente passaria pelos olhos e ouvidos do responsável pela arrecadação de dinheiro para a principal campanha do partido. Houve, até, quem creditasse ao novo ‘ministro’ a ... digamos ... ‘criação’ do mecanismo, a partir das evidentes falhas ocorridas no Mensalão do Governo Lula, quando o roubo foi menos elaborado.
     Pode ser um ‘risco calculado’. Com a chave do cofre da milionária publicidade palaciana, o novo ministro terá ‘argumentos’ muito fortes na luta pela preservação do mandato da presidente.







terça-feira, 24 de março de 2015

Alinhados com a boçalidade

     Acredito que não estaria exagerando se afirmasse que todas – todas, mesmo – as bandeiras tidas como libertárias içadas pelos que se proclamam de ‘esquerda’ (seja lá isso o que sabemos que a nossa ‘esquerda’ é ...) são decepadas nos países e pelos personagens que essas mesmas pessoas – que se acham os únicos ‘iluminados do mundo - idolatram e reverenciam, por estupidez, ignorância ou simplesmente má-fé.
     Tem sido assim através dos anos e o exemplo cubano é o mais próximo e o que nos afeta mais diretamente. Na América, talvez não haja governo mais homofóbico, por exemplo. Embora escamoteadas ou ignoradas pelos nossos revolucionários de botequim, as notícias sobre o desterro de homossexuais conseguiam quebrar a barreira da ideologia chinfrim. Houve um momento, em especial, que Fidel Castro, ainda fisicamente capaz, mandou atirar homossexuais ao mar, em embarcações frágeis, na direção de Miami.
     Hoje, ficamos sabendo, pelo Globo, entre outros, que a Rússia desse lastimável Putin, um destrambelhado ex-agente da KGB, quer impedir que casais gays recebam ajuda da ONU, em atitude que não surpreende, pois repete comportamentos anteriores. Fenômeno ainda mais estúpido ocorre em regiões dominadas por radicais muçulmanos. Imagens recentes de homossexuais sendo atirados do alto de prédios, para gáudio de multidões, chocaram o mundo.
     Mas tanto os regimes cubano e russo quanto radicais muçulmanos costumam contar com a benevolência dos nossos ‘pensadores’ que se arvoram de esquerda. O motivo é simples: são inimigos dos Estados Unidos e da Europa decente. E os inimigos dos inimigos dessa gente são seus amigos, mesmo que bárbaros e boçais.
     Saindo do campo do preconceito, temos exemplos ainda mais evidentes de desrespeito aos mínimos princípios democráticos, oriundos de governos companheiros, como os venezuelano, argentino, boliviano e equatoriano, para ficar apenas no nosso continente. A liberdade de expressão e o contraditório, nesses paraísos do obscurantismo, são tratados como crimes e os que ousam se rebelar vivem sob a ameaça de prisão ou morte.
     A condescendência com os governantes desses arremedos de ditadura, no entanto, é enorme. Por mais estúpido que o venezuelano Nicolás Maduro seja – e ele é! -, há um silêncio cúmplice do Governo e de grande parte dos que se propõem formadores de opinião. E essa constatação vale para um bom par de regimes arbitrários e, em alguns casos, genocidas, como o coreano do norte.
     Não é de se estranhar, portanto, que essa gente que apoia o lixo mundial esteja, em termos absolutos, alinhada com os atuais donos do poder no Brasil. Para quem se cala diante de fatos como a extrema violência contra minorias e a democracia, é fácil defender assaltantes de cofres públicos.





segunda-feira, 23 de março de 2015

O obscurantismo é democrático

     Assisti hoje, meio por acaso, a uma reportagem da Globo News sobre a estúpida reação às vacinas em geral, provocada por deficiência cultural ou por atrofia ideológica. Em alguns casos, pela soma das duas. A contribuição que uma matéria sobre esse tema poderia dar à população foi diluída pela absurda necessidade de ouvir os ‘dois lados’, como se existem versões distintas e respeitáveis em temas que envolvem a aplicação da ciência.
     Não existem. Contrapor uma ‘médica homeopata’ e uma arquiteta que têm erros graves de concordância e de raciocínio lógico com um médico equilibrado e realidade é um desserviço, um ‘outroladismo’ que só explicita covardia intelectual e uma evidente determinação de ficar bem com todo mundo e, assim, ´preservar audiência.
     Reagir à vacinação, na segunda década do século 21, é algo tão extemporâneo que chega a ser agressivo, remetendo a um comportamento que poderia, até, ser entendido há um século, quando um Brasil essencialmente agrário e analfabeto ainda engatinhava na República e no fim da escravidão.
     É bem verdade que essa onda obscurantista não é exclusividade nacional, como – reconheço – mostrou a reportagem. Nos Estados Unidos, o número de crianças não-vacinadas, por opção dos pais, é assustador. Uma opção quase sempre alimentada por fundamentalistas religiosos, um mero sinônimo para ignorância, na minha ótica, ressalte-se.
     De qualquer modo, é inconcebível que um tema tão relevante seja tratado em uma ‘troca de ideias’ entre mães (a repórter e as entrevistadas), na qual cada uma dizia o que ‘achava’ do tema, despertado – hoje - pela reação isolada de alguns pais à aplicação da vacina contra o HPV em suas filhas adolescentes.
     Ao ver e ouvir – ninguém me contou! – uma ‘médica homeopata’ e uma arquiteta argumentarem sobre “interesses da indústria” para desqualificar a importância da vacinação, entendi claramente como é possível encontrar pessoas razoavelmente informadas e dignas apoiando o PT e seus asseclas, apesar da abundância de provas sobre a bandalheira. O obscurantismo também é democrático.



sábado, 21 de março de 2015

No fundo do poço

     A absurda mediocridade e a estratosférica incapacidade desse governo são inacreditáveis. Não há nada, rigorosamente nada, que seja aproveitável. Todos os indicadores imagináveis estão em queda livre e irreversível. Hoje, por exemplo, para não deixar dúvidas quanto à nossa caminhada para o fundo do poço, ficamos sabendo que o desmatamento na Amazônia praticamente triplicou nos últimos doze meses, devastando mais uma das falácias petistas, a de que zela pelo meio ambiente.
     E as únicas respostas que surgem do Planalto são produzidas no gabinete dos marqueteiros, responsáveis pelo mundo de fantasias que insistem em enfiar pela nossa garganta e no qual parece viver nossa presidente, que vê o que lhe restava de popularidade escorrer pela sarjeta, apesar da adoção do modelito verde e amarelo, apaziguador e afável que já não engana a ninguém.
     A vergonhosa pantomima do ‘pacote anticorrupção’ – uma reprodução mambembe do estratagema usado pelo ex-presidente Lula, quando ameaçado pelo escândalo do Mensalão –, dessa vez, foi um tiro no pé. A maioria esmagadora da população – e não apenas parte dela, “a elite”, como ainda insistem em dizer os fanatizados e estúpidos defensores desse modelo falido – reagiu em alto e bom som: o de panelas, buzinas, apitos e vaias.
     A mistificação, dessa vez, não colou. O esquema de corrupção elaborado nos intestinos do Governo e que vitimou a Petrobras chegou a uma dimensão tão grande que, ao que tudo indica, despertou o brasileiro do estado de letargia, de conformismo. O “eu não sabia”, repetido à exaustão por Lula e seus auxiliares diretíssimos, perdeu totalmente o sentido, desmoralizado por uma atuação primorosa da Polícia Federal, do juiz Sérgio Moro e de uma equipe de jovens procuradores.
     A população, afinal, entendeu que não se tratava de mais uma disputa política, eleitoral, como o PT e seus semelhantes insistem em repetir, esperando que essa mentira, reproduzida em escala industrial, acabe se transformando em verdade. Deu certo com Lula, que escapou da cassação que parecia irreversível. Não funcionou com Dilma, que não conta, sequer, com o apoio de seu mentor.
     O desaparecimento de Lula, aliás, não causa surpresa. A covardia em momentos complicados faz parte de seu perfil. Quando encurralado, desaparece, deixa de dar entrevistas. Fez isso durante um ano inteiro, quando foi revelada sua ligação ‘íntima’ com a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, acusada de vender facilidades e abrir portas, graças ao ‘prestígio’ que amealhou em salas e outras dependências do poder.
     Assim como afirmou ter sido “traído” no episódio do Mensalão, que hoje garante jamais ter existido, Lula não se inibe, agora, de sair de cena, temendo que sua candidatura em 2018 seja atingida por parte do lamaçal protagonizado a partir de seu governo e que só agora se tornou público.

     A presidente Dilma Rousseff vem sendo instada, nas redes sociais, a fazer um acordo de delação premiada e contar tudo o que sabe sobre Lula e o projeto de poder imaginado por ele e seus seguidores. Evidentemente é uma piada, repetida à exaustão. Mas talvez seja, de fato, o melhor caminho para nossa presidente.